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Código de barras e identificação

Código de barras, EAN, GTIN, DUN, SSCC, QR Code e RFID no WMS

Entenda como o WMS usa códigos de barras, GTIN, EAN, DUN, SSCC, QR Code e RFID e como escolher celulares, coletores e equipamentos.

Por Equipe Triad WMS10 min de leituraAtualizado em

Resposta rápida

O WMS lê códigos de barras, QR Codes ou tags RFID para identificar produtos, endereços e unidades logísticas e validar cada tarefa. GTIN identifica itens comerciais; EAN é uma simbologia associada a formatos GTIN; GTIN-14, frequentemente chamado DUN-14, identifica embalagens; e SSCC identifica uma unidade logística única. A tecnologia e o dispositivo devem corresponder ao ambiente, volume e risco operacional.

Identificador, código e leitor não são a mesma coisa

Um identificador é o dado que representa uma entidade. Uma simbologia é a forma visual ou eletrônica de codificá-lo. O leitor é o equipamento que captura essa representação.

CamadaExemploFunção
IdentificadorGTIN, SSCC, LPN, número de sérieDizer o que está sendo identificado
RepresentaçãoEAN-13, GS1-128, QR Code, tag RFIDCodificar dados para captura
DispositivoScanner, coletor, celular, leitor RFIDCapturar e enviar a leitura
WMSRegra e tarefaInterpretar, validar e registrar o evento

Definição: código de barras não é necessariamente o cadastro do produto; ele é uma representação legível por máquina de um identificador associado ao cadastro.

Como o código de barras funciona no WMS?

O operador recebe uma tarefa e lê endereço, produto, recipiente ou volume. O WMS interpreta o valor, encontra a entidade correspondente e verifica se ela é válida naquele contexto.

  1. Tarefa
  2. Leitura
  3. Identificador
  4. Validação no WMS
  5. Correto
    Confirmação

Ramificações do fluxo

  • Validação no WMSAlerta ou bloqueioIncorreto

No recebimento, a leitura pode identificar SKU, lote e validade. No putaway, confirma produto e destino. No picking, impede coleta errada. No packing e carregamento, relaciona itens e volumes ao pedido correto.

Qualidade cadastral é essencial: código duplicado, embalagem sem fator de conversão ou etiqueta trocada gera uma validação formalmente correta sobre um dado errado.

É obrigatório usar código de barras?

Não é obrigatório para que um software seja conceitualmente um WMS. Porém, identificação automática costuma ser fundamental para reduzir digitação, validar tarefas e sustentar rastreabilidade em operações com volume ou risco relevante.

Uma operação pode usar RFID, visão, voz combinada a dígitos de controle ou confirmação manual. O método precisa identificar inequivocamente entidade e contexto. Processos manuais devem ter controles proporcionais ao risco.

O que é GTIN?

GTIN significa Global Trade Item Number. É a família de identificadores GS1 para itens comerciais, em formatos como GTIN-8, GTIN-12, GTIN-13 e GTIN-14.

O GTIN identifica a configuração comercial de um produto, não automaticamente lote, validade, série ou palete. Uma unidade e uma caixa com várias unidades podem ter GTINs diferentes.

O que é EAN?

EAN é o nome historicamente associado à simbologia usada para representar, por exemplo, um GTIN-13 no varejo. No uso cotidiano, “EAN” costuma significar o número de 13 dígitos impresso no produto.

É importante separar número e barras: GTIN é o identificador; EAN-13 é a simbologia que pode representá-lo.

Prefixos GS1 indicam a organização membro que atribuiu o prefixo à empresa, não necessariamente o país em que o produto foi fabricado.

O que é DUN?

DUN-14 é um termo tradicional usado no Brasil para a identificação de embalagens logísticas com GTIN-14, muitas vezes representado em ITF-14. Uma caixa com 12 unidades pode ter um GTIN-14 diferente do GTIN da unidade vendável.

O WMS associa o código da caixa ao produto, à apresentação e ao fator de conversão. Ler uma caixa pode então movimentar 12 unidades, desde que o cadastro esteja correto.

Qual a diferença entre EAN e DUN?

AspectoEAN-13 / GTIN-13DUN-14 / GTIN-14
Uso comumUnidade comercial de varejoCaixa ou agrupamento logístico
Dígitos1314
Quantidade implícitaNormalmente uma apresentaçãoDefinida pelo cadastro da embalagem
Leitura no WMSIdentifica unidade ou apresentaçãoIdentifica caixa e conversão

O aprofundamento está em EAN, GTIN e DUN: diferenças.

O que é SSCC?

SSCC significa Serial Shipping Container Code. Ele identifica individualmente uma unidade logística, como palete, contêiner ou volume, e não apenas o tipo de produto.

Duas caixas podem compartilhar GTIN por terem o mesmo conteúdo, mas cada palete consolidado recebe SSCC distinto. O WMS usa esse identificador para movimentar, carregar e rastrear a unidade como conjunto.

SSCC pode ser representado em GS1-128 e ligado ao conteúdo, lote, origem, pedidos e eventos logísticos.

WMS funciona com QR Code?

Sim, se o aplicativo e o dispositivo suportarem a simbologia e o contrato de dados. QR Code armazena mais caracteres que códigos lineares e pode conter uma URL, identificador interno ou dados estruturados.

O WMS precisa validar formato e conteúdo. Colocar muitos dados na etiqueta aumenta complexidade de geração e atualização; em vários casos, um identificador curto que consulta o cadastro é mais governável.

WMS funciona com RFID?

Sim. RFID (Radio Frequency Identification) usa tags, antenas e leitores para capturar identificadores por radiofrequência, sem alinhamento visual direto. Pode acelerar recebimento, inventário e expedição.

Um middleware costuma filtrar leituras repetidas, determinar contexto e transformar sinais em eventos antes de enviá-los ao WMS. Metais, líquidos, posicionamento e densidade de tags exigem teste no ambiente real.

Qual a diferença entre RFID e código de barras?

CritérioCódigo de barrasRFID
Linha de visadaNormalmente necessáriaNão necessariamente
LeituraGeralmente individualPode ser simultânea
Custo da etiquetaMenorMaior
InfraestruturaScanner ou câmeraTags, antenas, leitores e middleware
InterferênciaSujeira, dano e contrasteMetais, líquidos e configuração de rádio
Controle do eventoAção intencional do operadorPode exigir filtro para evitar leituras indevidas

As tecnologias podem coexistir. RFID deve ser aplicado onde automação e volume justificam investimento. Veja RFID x código de barras no WMS.

É necessário utilizar coletores de dados?

Não obrigatoriamente, mas coletores industriais são adequados a operações móveis frequentes. Eles integram scanner, tela, rede, bateria e proteção contra impacto, poeira ou umidade conforme o modelo.

Terminais fixos podem atender packing e recebimento; celulares podem atender processos leves; RFID e automação usam dispositivos próprios. A escolha deve seguir o posto de trabalho.

É possível utilizar celular no lugar de coletor?

Sim, quando câmera ou scanner acoplado oferece desempenho suficiente e o ambiente não exige robustez industrial. Celular pode reduzir barreira inicial e funcionar em supervisão, inventário leve ou baixa frequência de leitura.

Avalie:

  • velocidade e ergonomia da leitura;
  • resistência a queda, poeira, frio e umidade;
  • autonomia e troca de bateria;
  • uso com luvas;
  • gestão e bloqueio do dispositivo;
  • Wi-Fi, roaming e segurança;
  • suporte, reposição e custo total.

Uma câmera comum pode ser lenta em códigos pequenos, danificados ou lidos repetidamente durante um turno.

Quais equipamentos são necessários para usar um WMS?

O conjunto depende dos processos:

  • coletores, celulares, tablets ou terminais;
  • scanners fixos ou portáteis;
  • impressoras de etiquetas e suprimentos;
  • rede Wi-Fi e infraestrutura de energia;
  • estações de packing e computadores;
  • balanças e dimensionadores;
  • leitores, antenas e tags RFID quando aplicável;
  • equipamentos reserva, carregadores e baterias;
  • integração com esteiras, sorters, luzes ou voz quando necessária.

Não compre antes de testar software, simbologias, layout e ambiente.

Como escolher um coletor de dados para WMS?

  1. Liste tarefas e leituras por turno.
  2. Identifique simbologias 1D, 2D ou RFID necessárias.
  3. Meça distância, tamanho e qualidade dos códigos.
  4. Teste ergonomia, peso, gatilho, luvas e tela.
  5. Avalie resistência, vedação e temperatura.
  6. Teste Wi-Fi e roaming no armazém.
  7. Verifique autonomia, bateria substituível e carregamento.
  8. Confirme sistema operacional e compatibilidade com o app.
  9. Planeje gestão, atualização, suporte e peças.
  10. Compare custo total, não apenas preço de compra.

Uma prova no piso com usuários reais é mais confiável que ficha técnica.

Exemplo prático

No recebimento, uma leitura GS1-128 captura produto, lote e validade. O WMS cria uma unidade logística identificada por SSCC. Durante putaway, o operador lê SSCC e endereço; no picking, confirma GTIN; na expedição, lê novamente o SSCC contra a carga.

Em uma doca de grande volume, RFID pode validar múltiplas unidades, enquanto código de barras permanece como contingência e para exceções.

Boas práticas

  • Governe identificadores e fatores de conversão.
  • Evite códigos duplicados entre produtos.
  • Escolha simbologia adequada ao dado e ambiente.
  • Teste etiquetas após impressão e aplicação.
  • Mantenha contingência para falha de dispositivo.
  • Registre leituras e reimpressões críticas.
  • Valide RFID no piso antes de escalar.
  • Gerencie dispositivos e credenciais centralmente.

Erros comuns

  • Confundir GTIN com a imagem do código.
  • Reutilizar identificador em produtos diferentes.
  • Associar caixa à quantidade errada.
  • Usar QR Code sem contrato de conteúdo.
  • Implantar RFID sem filtrar leituras duplicadas.
  • Escolher celular ou coletor sem teste operacional.
  • Ignorar rede, bateria, suprimentos e reposição.

Perguntas frequentes

GTIN identifica lote e validade?

Não. Esses atributos precisam ser capturados separadamente ou em representação estruturada como GS1-128.

SSCC e GTIN-14 são iguais?

Não. GTIN-14 identifica uma apresentação comercial; SSCC identifica uma unidade logística única.

RFID substitui todos os scanners?

Não. Muitas operações mantêm código de barras para itens, contingência e fluxos em que RFID não compensa.

O WMS pode usar códigos internos?

Sim. Eles devem ser únicos, governados e relacionados aos códigos externos quando necessário.

Conclusão

Identificação automática transforma a tarefa física em evento confiável. O resultado depende de separar identificador, representação e dispositivo e de manter cadastros, etiquetas, equipamentos e regras coerentes.

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