Neste artigo
- Resposta rápida
- Identificador e código de barras são a mesma coisa?
- O que é GTIN?
- O que é EAN?
- O que é DUN?
- Qual a diferença entre EAN e DUN?
- O que é SSCC?
- GTIN-14 e SSCC são iguais?
- Quais simbologias aparecem na logística?
- Como o WMS deve cadastrar os códigos?
- Como validar um GTIN?
- Por que preservar zeros à esquerda?
- Como o WMS interpreta a leitura?
- Como usar os códigos no recebimento?
- Como usar no putaway e inventário?
- Como usar no picking e packing?
- Como usar SSCC na expedição?
- DUN ainda deve ser usado em integrações?
- Como tratar códigos internos?
- Quais erros são comuns?
- Chamar todo código de EAN
- Usar o mesmo código para unidade e caixa
- Armazenar em campo numérico
- Confiar apenas no dígito verificador
- Tratar GTIN-14 como SSCC
- Alterar cadastro sem vigência
- Checklist de implantação
- Perguntas frequentes
- EAN e GTIN-13 são a mesma coisa?
- Toda caixa usa GTIN-14?
- O GTIN informa quantas unidades há na caixa?
- SSCC identifica o produto dentro do pallet?
- Referências oficiais
- Conclusão
EAN, GTIN, DUN e SSCC aparecem em etiquetas, cadastros e integrações, mas não são nomes intercambiáveis. GTIN identifica itens comerciais em diferentes níveis de embalagem; EAN é associado a simbologias e ao uso histórico do GTIN-13; DUN-14 é um termo legado usado para caixas; SSCC identifica uma unidade logística individual. Entender o objeto evita que uma leitura baixe a quantidade errada.
Resposta rápida
GTIN é o identificador GS1 de item comercial; EAN costuma referir-se ao código de barras EAN-13 ou, no uso cotidiano, ao GTIN-13; DUN-14 é um nome legado frequentemente usado para o GTIN-14 de agrupamentos como caixas; SSCC identifica uma unidade logística específica. No WMS, cada código deve apontar para produto, nível de embalagem e fator de conversão corretos. O código de barras é o portador visual; o número identificado é o dado.
Identificador e código de barras são a mesma coisa?
Não. Um identificador é uma sequência de dados, como GTIN ou SSCC. Uma simbologia representa dados de forma legível por scanner, como EAN-13, ITF-14, GS1-128 ou GS1 DataMatrix.
O mesmo tipo de identificador pode aparecer em portadores diferentes, conforme regras e aplicação. A leitura devolve dados; o WMS interpreta, valida e relaciona ao cadastro.
Essa distinção ajuda a formular requisitos. “Aceitar GTIN-14” descreve o número; “ler ITF-14” descreve um possível símbolo físico.
O que é GTIN?
GTIN significa Global Trade Item Number. É a chave GS1 usada para identificar um item comercial — algo que pode ser precificado, pedido ou faturado em determinado nível de embalagem.
Formatos comuns incluem:
- GTIN-8;
- GTIN-12;
- GTIN-13;
- GTIN-14.
Para armazenamento e comparação, muitos sistemas normalizam o GTIN num campo de até 14 dígitos, preservando zeros à esquerda. Isso não significa alterar arbitrariamente o código impresso ou criar outro identificador.
Cada configuração comercial relevante precisa de GTIN próprio conforme as regras aplicáveis. Unidade, pacote e caixa com quantidades diferentes não devem compartilhar o mesmo significado operacional.
O que é EAN?
EAN vem de European Article Number, denominação histórica associada ao sistema que evoluiu com a GS1. No uso brasileiro, “EAN” frequentemente significa o número de 13 dígitos de um produto ou o símbolo EAN-13 impresso no varejo.
Tecnicamente, é melhor distinguir:
- GTIN-13: o identificador numérico;
- EAN-13: a simbologia que pode representar esse identificador.
Em conversa cotidiana, ambos são chamados de EAN. Em banco, API e documentação, use nomes precisos para não confundir dado, tamanho e portador.
O que é DUN?
DUN significa Despatch Unit Number. “DUN-14” é um termo legado ainda usado no mercado para o código de uma caixa ou agrupamento logístico, geralmente associado a um GTIN-14.
Hoje, prefira especificar GTIN-14 e a simbologia usada, em vez de depender apenas de “DUN”. Uma caixa comercial padronizada pode ter GTIN-14; uma caixa montada para um pedido, sem configuração comercial fixa, pode precisar de outra identificação logística.
O dígito indicador de um GTIN-14 ajuda a diferenciar níveis de agrupamento quando a estrutura atribuída permite, mas não representa por si só a quantidade. O WMS precisa do cadastro “este GTIN contém 12 unidades”, por exemplo.
Qual a diferença entre EAN e DUN?
No uso comum:
| Termo | Uso típico | Exemplo de objeto |
|---|---|---|
| EAN/GTIN-13 | unidade de consumo ou item comercial | uma garrafa vendida individualmente |
| DUN-14/GTIN-14 | agrupamento comercial | caixa fechada com 12 garrafas |
A diferença prática é o nível de embalagem. Ler a caixa deve movimentar a quantidade correspondente ao GTIN cadastrado; ler uma unidade deve movimentar uma.
Mas não trate todo GTIN-13 como unidade nem todo GTIN-14 como caixa de quantidade fixa sem consultar o cadastro. A atribuição identifica item comercial; conteúdo, dimensões e conversão são dados mestres associados.
O que é SSCC?
SSCC significa Serial Shipping Container Code. É uma chave GS1 de 18 dígitos que identifica uma unidade logística individual, como pallet, caixa de expedição ou contêiner logístico.
A diferença central é:
- GTIN identifica o que é a configuração comercial;
- SSCC identifica qual unidade logística específica é esta.
Dois pallets com o mesmo conteúdo podem compartilhar os mesmos GTINs internos, mas devem possuir SSCCs diferentes. O SSCC funciona como chave para consultar composição, origem, destino e eventos dessa unidade.
GTIN-14 e SSCC são iguais?
Não.
| GTIN-14 | SSCC |
|---|---|
| identifica tipo/configuração de item comercial | identifica uma unidade logística única |
| pode se repetir em todas as caixas iguais | não deve se repetir entre unidades ativas no escopo de unicidade |
| ligado ao cadastro e conteúdo padrão | ligado à instância, composição e movimentação |
| usado em pedido e estoque por embalagem | usado em palletização, transporte e rastreabilidade |
Uma etiqueta logística pode carregar SSCC e outras informações, mas o WMS deve saber qual campo está lendo.
Quais simbologias aparecem na logística?
Exemplos comuns:
- EAN-13: frequente em unidades de varejo;
- UPC-A: comum em mercados que utilizam GTIN-12;
- ITF-14: usado em certas embalagens e impressão sobre materiais corrugados;
- GS1-128: carrega identificadores de aplicação, incluindo GTIN, lote, validade e SSCC;
- GS1 DataMatrix: símbolo bidimensional capaz de carregar dados estruturados;
- QR Code: possui aplicações gerais e ecossistemas específicos, não devendo ser interpretado automaticamente como GS1.
O artigo pilar de código de barras, EAN, GTIN, DUN, SSCC, QR Code e RFID apresenta o conjunto completo.
Como o WMS deve cadastrar os códigos?
Modele produto e níveis de embalagem:
| Campo | Exemplo |
|---|---|
| SKU interno | PROD-001 |
| nível | unidade, pacote, caixa ou pallet padrão |
| GTIN | sequência atribuída à configuração |
| fator para unidade base | 1, 6, 12 ou outro |
| dimensões e peso | por nível |
| unidade de compra, estoque e venda | configuração permitida |
| validade do cadastro | vigência e histórico |
Um produto pode ter vários GTINs, um por configuração. Um GTIN não deve apontar para dois SKUs ativos incompatíveis. Alterações precisam de governança e efeito controlado sobre estoque existente.
Como validar um GTIN?
O WMS pode validar:
- caracteres numéricos e comprimento aceito;
- dígito verificador;
- unicidade no cadastro;
- associação ao SKU e embalagem esperados;
- vigência e status;
- contexto da tarefa;
- quantidade e conversão;
- origem do cadastro.
Dígito verificador válido detecta alguns erros de digitação, mas não prova que o código pertence ao produto físico ou que foi oficialmente atribuído ao emissor correto. Conferência cadastral e etiqueta continuam necessárias.
Por que preservar zeros à esquerda?
GTIN é identificador, não número para cálculo. Armazená-lo como tipo numérico pode remover zeros, aplicar notação científica em planilha ou alterar formatação.
Use texto com validação e normalize conscientemente para comparação. Ao exportar, proteja a coluna para que ferramentas não transformem o valor. O mesmo cuidado vale para SSCC.
Como o WMS interpreta a leitura?
Um fluxo seguro é:
- scanner lê o símbolo;
- aplicação identifica formato ou prefixos estruturados;
- parser extrai GTIN, lote, validade, série ou SSCC;
- WMS valida dígitos e cadastro;
- contexto confirma que o item é esperado;
- nível de embalagem determina quantidade;
- tarefa registra produto, unidade e atributos;
- exceção bloqueia código desconhecido ou ambíguo.
Não basta “aceitar qualquer sequência”. Um QR Code com URL e um GS1 DataMatrix com GTIN precisam de parsers e regras diferentes.
Como usar os códigos no recebimento?
No recebimento, leia unidade ou embalagem e compare com pedido e ASN. O WMS pode converter caixas em unidades base e capturar lote e validade de símbolos estruturados.
Valide fisicamente conteúdo. Uma caixa com GTIN correto pode estar incompleta ou conter produto trocado. Se o fornecedor usa código não cadastrado, registre pendência e aprove associação sob governança; não vincule ao primeiro SKU semelhante para liberar a doca.
Como usar no putaway e inventário?
GTIN confirma produto e embalagem; SSCC identifica a unidade logística movida. No putaway, ler SSCC pode recuperar toda a composição do pallet. No inventário, a equipe verifica unidade, endereço e conteúdo.
Se um pallet for dividido, o WMS atualiza quantidade e pode criar novas unidades logísticas, sem reutilizar o mesmo SSCC para duas instâncias. A trilha deve preservar origem.
Como usar no picking e packing?
No picking, o código valida que operador retirou produto e nível corretos. Se a tarefa pede 12 unidades, ler uma caixa cadastrada com fator 12 pode atender; se pede uma, o sistema deve impedir baixar a caixa inteira por engano.
No packing, a leitura reconcilia conteúdo com pedido e associa ao volume. Lote, validade e série podem ser exigidos. Um GTIN correto não substitui validação do pedido e do recipiente.
Como usar SSCC na expedição?
O SSCC pode identificar pallet ou volume desde fechamento até carregamento. O WMS relaciona composição, pedido, carga, transportadora, origem e destino.
Ao ler no staging ou doca, verifica se a unidade pertence à carga e não foi carregada antes. Parceiros podem trocar mensagens logísticas referenciando SSCC, desde que ambos mantenham o mesmo significado e dados sincronizados.
DUN ainda deve ser usado em integrações?
Sistemas legados podem possuir campo DUN14. Não renomeie ou converta sem entender contrato. Documente que valor representa, tamanho, nível e validação.
Em novas interfaces, preferir gtin, gtin14 ou estrutura explícita reduz ambiguidade. Uma migração pode manter alias para compatibilidade e validar equivalência durante transição.
Como tratar códigos internos?
Nem todo identificador é GTIN. A empresa pode usar SKU, código do fornecedor, código interno de embalagem ou etiqueta temporária. O cadastro deve registrar tipo, emissor, vigência e escopo.
Não complete código interno com zeros e o chame de GTIN. Isso pode colidir com chaves válidas e confundir parceiros. O WMS pode aceitar múltiplos identificadores, mas precisa distinguir semântica.
Quais erros são comuns?
Chamar todo código de EAN
Mistura GTIN, SSCC, lote, série e código interno.
Usar o mesmo código para unidade e caixa
O WMS movimenta quantidade incorreta.
Armazenar em campo numérico
Zeros à esquerda e representação são alterados.
Confiar apenas no dígito verificador
Código matematicamente válido pode estar no produto errado.
Tratar GTIN-14 como SSCC
Uma configuração repetível é confundida com unidade única.
Alterar cadastro sem vigência
Estoque antigo passa a ser interpretado por nova conversão.
Checklist de implantação
- Inventarie todos os códigos e tipos usados.
- Separe identificador de simbologia.
- Modele níveis de embalagem e fatores.
- Preserve zeros e valide dígito verificador.
- Impeça GTIN ambíguo entre SKUs ativos.
- Diferencie GTIN-14, DUN legado e SSCC.
- Homologue scanners, etiquetas e parsers.
- Teste unidade, caixa, pallet e fracionamento.
- Controle códigos internos e de fornecedores.
- Versione mudanças de cadastro e integração.
Perguntas frequentes
EAN e GTIN-13 são a mesma coisa?
No uso cotidiano, muitas pessoas tratam assim. Tecnicamente, GTIN-13 é o identificador; EAN-13 é a simbologia usada para representá-lo.
Toda caixa usa GTIN-14?
Não necessariamente. Depende de a caixa ser uma configuração comercial identificada e das regras aplicáveis. Uma unidade logística específica pode usar SSCC.
O GTIN informa quantas unidades há na caixa?
Não por si só. O WMS consulta o cadastro do nível de embalagem e seu fator de conversão.
SSCC identifica o produto dentro do pallet?
Ele identifica o pallet ou unidade logística. A composição fica associada ao SSCC nos sistemas e mensagens correspondentes.
Referências oficiais
- GS1 — Global Trade Item Number (GTIN), consultada em 17/08/2026.
- GS1 — Serial Shipping Container Code (SSCC), consultada em 17/08/2026.
Conclusão
GTIN identifica itens comerciais; EAN costuma nomear o símbolo ou o uso histórico do GTIN-13; DUN-14 é um termo legado associado ao GTIN-14 de agrupamentos; SSCC identifica unidades logísticas individuais. No WMS, resultado depende de cadastro por nível, conversão correta e validação contextual de cada leitura.
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